Sobre o Hélter (ou os biases e seus tipos)

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sério gente tomei trauma 
Eu sempre gostei dele, desde a primeira vez que eu pus os olhos naquele tipo exótico (exótico, não feio). Foi em 2005, no meio de alguma reportagem do RJTV. Na verdade eu sempre o via desde o ano anterior, sempre maravilhada com a TV local, uma vez que não se tinha isso onde eu morava. Voltando a 2005: ele estava com uma jaqueta jeans, camiseta verde e calça black jeans, e logo me conquistou com seu charminho.
Da primeira vez, eu logo pensei que ele poderia facilmente se passar por meu irmão, e vice-versa, porque ele também tem sobrancelhas grossas como eu tinha (agora eu limpo elas, podem ficar despreocupados!), é estrábico como eu, e tem um jeitinho estranhoso como eu. E assim, de cara, eu já passei a amar esse lindo que é o Hélter Duarte. E logo veio a vontade de saber tudo sobre ele, vasculhar todos os cantinhos da rede mundial de computadores a procura de informações sobre esse ser tão lindo e maravilhoso. Correndo atrás do meu bias.
Na cultura do pop coreano e seus fãs sedentos, um bias (lê-se baias, vem do inglês e significa“viés”) é um ídolo de tal grupo que você admira mais do que todo o resto, não que você odeie todos os outros, é só um amor mais exagerado. Pra mim um bias é um jornalista que eu amo mais do que todos os outros, se bem que no meio desses outros tem uma cambada que eu odeie bastante, mas divago, ou não. E um fã biased (lê-se baiased) dedica uma boa parte do seu tempo a admirar seu ídolo, a procurar informações sobre ele, notícias, curiosidades, qualquer coisa... Mas o que fazer quando não há praticamente nenhuma informação sobre o Hélter na maldita internet? Eu me descabelei, gritei, chorei, sofri tanto... É tão ruim quando o seu bias é tão reservado...
Isso não aconteceu no caso do Márcio Gomes, tem tanta coisa sobre ele na internet, tanto a desbravar, que fiquei imersa num mar de alegria e conhecimento sobre o meu ultimate bias, que na cultura kpop é o ídolo que você mais gosta, de todos os grupos. Eu tenho esse amor pelo Márcio desde 2002, quando nem sabia o que era kpop e bias, num dia em que a minha vó me acordou cedo com seu barulho de sacos de plástico e eu liguei no Bom Dia Brasil, e eu vi que era isso que eu queria fazer também.
Meu amor por ele é muito puro: pra mim ele é um deus casto e poderoso, que não pode ser maculado por sexo, nem em pensamento!  Os filhos dele são vindos dos céus, trazidos pelo Deus Maior, que é o Jorge Kajuru. Só de pensar nesse tipo de coisa já me dá uma repulsa horrível, tipo quando você pensa na Dercy Gonçalves pelada. Horrível, não? Já com o Hélter é diferente, totalmente diferente: só de ver aquela carinha sapeca em algum link de lá de Nova York, de ver alguma passagem em que ele deixa a gravata de lado e aparece a gola da camiseta dele, ou mesmo quando ele solta uma risada, nisso já me sobe um calor. Tipo com os ídolos coreanos. Os fãschegam até a escrever histórias sobre as aventuras sexuais fictícias dos seus ídolos preferidos, em sua imensa maioria, aventuras gays, as chamadas fanfics. Eu já cogitei criar uma, não de sexo gay!
Depois que vocês lerem essa merda toda vão achar que eu sou uma doida varrida por endeusar uma cambada de jornalistas. Nem são cantores! Devo ser mesmo, meu quadro clínico é super favorável, mas sei lá... Todo mundo tem um lado doido varrido, uns endoidam pra violência, outros pra religião, eu endoido pra gostar de jornalistas. Isso deixa meu mundinho mais legal.
 
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